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RELATO DE UM MARATONISTA... (por Felipe Grangeiro Tavares)

Depois de 15 dias da minha 1ª Maratona, hoje dia 15 de abril de 2012, completei um ano de algo que mudou completamente a minha vida: a CORRIDA! Depois de Deus, a corrida fez a maior revolução que já tive em meus hábitos!

Tudo começou na prova de 5 Km, dentro da 9ª Meia Maratona de Fortaleza, em 2011, cuja inscrição ganhei de cortesia em uma promoção no site do CORCE (Corredores de Rua do Ceará). Essa primeira corrida foi muito sofrida e completei a mesma em 40 minutos. Não tinha uma paixão assim há bastante tempo, porque ver uma geração de pessoas – jovens,  idosas, gordas, magras, feias e bonitas - querendo conquistar muito mais que uma medalha, um troféu ou um prêmio, mas querendo VENCER UM DESAFIO PESSOAL me fez pensar: É ISSO QUE EU QUERO A PARTIR DE HOJE!

Confesso que no início sentia muito medo que acontecesse algo que pudesse me impedir de correr, porque assim como temos medo de perder uma pessoa especial, assim também eu tinha de não poder mais correr!  Então, não me conformando com os meus 5 km, depois de um mês corri os meus primeiros 10 km! Ali eu senti uma adrenalina imensa por vencer mais um obstáculo físico e mental! E com estímulos e treinamentos, algo que veio de dentro para fora me impulsionou a correr, correr e correr... Mas, veio a primeira barreira: o TEMPO! Com duas faculdades, cursos, outras responsabilidades, como conseguiria tempo para correr mais?

E foi aí que eu descobri que tudo na vida é questão de prioridade e foco em seus objetivos (para mim, o 1º aprendizado da corrida). Comecei, então, a acordar antes mesmo do sol nascer, tendo como objetivo a minha 1ª Meia Maratona, rumo aos 21,097 km em um período de 5 meses de treinos intensos com abdicações de “happy hours”, de sono, de lazer  e ainda cinco quilos perdidos!

Chegou o dia 11 de setembro de 2011, e lá estávamos correndo a Meia Maratona de Buenos Aires, onde obtive o tempo de 2h17min00seg – uma marca inferior em mais de 30 min do que a que havia previsto! Esse resultado me encheu de autoconfiança (que outros podem até chamar de orgulho, mas existe uma grande diferença...) então, a autoconfiança foi a 2ª aprendizagem que eu tive neste esporte conquistador!!!

Depois dessa outra vitória pessoal, um mês depois, já aflorou em mim, o desejo de correr uma MARATONA. Porém, ainda não sabia o que estava por vir! Ainda estimulei uns três amigos para correr os 42,195km, porque ainda estava com receio se daria certo, concretizar esse grande desafio, por isso não divulguei nem mesmo aos meus familiares. 

Então, procurei um treinador, o Professor Leandro Gifoni, e o mesmo elaborou uma planilha para viabilizar o meu desejo!!! Começaram as dificuldades: chegou dezembro e três viroses me atacaram, obrigando-me a passar mais de um mês sem treinos e faltando apenas três meses para minha primeira Maratona! (havia escolhido a Maratona de Santiago no Chile...)

Já no dia 5 de janeiro do corrente ano, lá estava eu voltando aos treinos, correndo 7 km, e aí foi que eu aprendi a ter a humildade de reconhecer a minha recuperação - 3ª aprendizagem da corrida! Seguiram-se, mais três meses de abdicações e renúncias, com treino às 4h30 da manhã e com menos 10 quilos, conquistei a maior vitória, então, almejada.

Os meus 42. 195 metros na Maratona de Santiago foram superados graças ao diálogo constante entre os fatores psicológico e físico. E hoje estou aqui, mais do que disposto a jamais abandonar algo que me contagiou e que já faz parte do meu cotidiano – a corrida.

Assim como recebi estímulos para correr, também assim o faço, tentando levar o máximo de pessoas a praticarem algo que só traz benefícios!  Hoje quero fazer um agradecimento especial ao meu Pai que esteve comigo em todas as corridas que eu participei durante este primeiro ano, ele que sempre está lá na chegada dando aquela força e apoio nos segundos finais! Ele tem uma importância sui generis no meu dia a dia. Agradeço também à minha Mãe que sempre se preocupou comigo, e todas as manhãs eu escutava: "cuidado com o trânsito!”

E quando eu chegava em casa depois de um treino de mais de 4 horas, ela sempre dizia: "meu filho, isso não faz mal não?" E eu, ainda procurando forças para um sorriso sempre dizia: "isso é a melhor sensação que pode existir!”

Agradeço, ainda, aos meus irmãos Bruna e Wilde - que me dão aquele apoio necessário de irmãos e aos demais familiares, primos, primas e tios que vibraram junto comigo em cada etapa vencida!

E, por fim, vejam na foto acima, a minha satisfação pela vitória alcançada! Obrigado a todos por acreditarem em mim: colegas, amigos e professores!  A VITÓRIA É NOSSA!

"A dor é passageira, mas a desistência é para sempre!" E aí? Vamos correr?

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Edição: CORCE on line - 15Abr2012|2300

Nota: o CORCE - Corredores de Rua do Ceará, sente-se feliz por ter contribuído com uma pequena parcela para essa significativa vitória de vontade e determinação! Parabéns Felipe! Que venham outras conquistas!

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